fios de meus tecidos
Ontem, busquei teus olhos... mas, não os reconheci.
Senti-me desconfortavelmente estranho.
Aqueles olhos desconhecidos, estrangeiros...
A bem da verdade, ouvi-me com atenção,
Quase não te reconheço mais.
Fugiram-se os gestos de atenção, a paciência com meus arroubos de poeta.
Exilaram-se as surpresas e os cuidados.
Ficou uma fé inabalável de que gestos impensados são sempre perdoados.
De fato, continuo relevando os gestos.
Mas, as palavras... ah, as palavras...
São fios que me prendem à vida.
Por misericórdia, não os desate.
E se o tempo os fizer frágeis, permaneceis silente.
Ao menos, terei tempo de vislumbrá-los mais algumas vezes...
Eu: a marionete do (des) dizer.
Senti-me desconfortavelmente estranho.
Aqueles olhos desconhecidos, estrangeiros...
A bem da verdade, ouvi-me com atenção,
Quase não te reconheço mais.
Fugiram-se os gestos de atenção, a paciência com meus arroubos de poeta.
Exilaram-se as surpresas e os cuidados.
Ficou uma fé inabalável de que gestos impensados são sempre perdoados.
De fato, continuo relevando os gestos.
Mas, as palavras... ah, as palavras...
São fios que me prendem à vida.
Por misericórdia, não os desate.
E se o tempo os fizer frágeis, permaneceis silente.
Ao menos, terei tempo de vislumbrá-los mais algumas vezes...
Eu: a marionete do (des) dizer.
